Sindilegis já recebeu quase R$ 30 mil para administrar

Foram encontrados 8 pagamentos pela prestação de serviços por meio de contrato firmado para a terceirização da escola.

Em Barbalha foi constituído um novo jeito de terceirizar serviços. Por força da Resolução 04/2005, de 18 de junho de 2005, foi criada pela Câmara Municipal de Barbalha, a Escola Ozenir Correia, com o objetivo de ministrar, gratuitamente, cursos de Informática, Direito, Contabilidade e Administração, destinados a jovens estudantes barbalhenses.

A escola funciona no anexo do Poder Legislativo e foi criada a partir da resolução de autoria do presidente Ernane Garcia, em seu primeiro mandato.

Para administrá-la, a Câmara contratou os serviços do Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo do Estado do Ceará (Sindilegis), presidido à época pelo contador da Câmara Municipal, Cícero Santos, o qual, após afastado das funções de contador durante o período em que Ernane esteve apenas como vereador, voltou a assumir o cargo tão logo este reassumiu a presidência da Casa.

A escola permaneceu inativa por algum tempo e somente foi reativada quando Ernane Garcia foi reconduzido à presidência da Câmara em janeiro de 2011. Já nesta gestão a escola iniciou o Curso de Direito, Contabilidade e Administração, tendo como palestrante o Dr. Philipe Magalhães Bezerra, Procurador Federal em Juazeiro do Norte e professor universitário sobre Instrumentos Legislativos Municipais.

Conforme dados documentais enviados pelo Município através do Sistema de Informações Municipais (SIM), com última atualização em 26 de maio de 2011, foram encontrados 8 pagamentos ao Sindilegis pela prestação de serviços por meio do contrato firmado para a terceirização da escola, totalizando R$ 28.914,81.

Os valores estão explicitados por meio de seus respectivos empenhos e refere-se ao corrente exercício financeiro de 2011 nos termos da Resolução 06/2008, de 14 de 03 de 2008, publicada na mesma data e o convênio 0301001/2001, publicado em 25 de 01 de 2011.

No empenho3010007, do dia 18 de março de 2011, pagamento no valor de R$ 5 mil. Já ainda pagamentos com valores diferenciados de R$ 6 mil. R$ 5,600,00; R$ 5.300,00. R$ 2.814,81. R$ 2.500,00. R$ 500,00 e de R$ 200,00. A reportagem tentou contato telefônico com o presidente do Sindilegis, porém não teve êxito.

Santos admite interesse em contratar Muricy Ramalho

O presidente do Santos, Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro, ainda faz mistério sobre as chances de contratar o agora desempregado técnico Muricy Ramalho. O dirigente afirma que não existe nenhuma negociação em andamento, mas não poupa elogios ao falar do técnico.

O Muricy é um fantástico treinador, de um currículo notável, quatro vezes campeão brasileiro. É um comandante de méritos absolutamente consagrados, tanto que já foi cogitado pela seleção brasileira no ano passado. Enfim, trata-se de um profissional sério, comprometido, dedicado, e que sempre que estiver disponível no mercado irá interessar ao Santos.

O treinador anunciou na noite de domingo (13) sua saída do Fluminense, após o empate sem gols contra o Flamengo pela Taça Rio – o segundo turno do Campeonato Carioca. Ele alegou falta de estrutura no clube carioca, embora os maus resultados e a demissão do vice-presidente de futebol, Alcides Antunes, tenham influenciado na decisão.

Muricy interessa ao Santos porque o clube não tem treinador desde a demissão de Adilson Batista. Apesar de demonstrar interesse no treinador, Luís Álvaro garantiu que Marcelo Martelotte dirige o time pelo menos até a próxima quarta-feira (16), pela Libertadores, quando o Santos pega o Colo Colo.

– O nosso foco, nesse momento, está totalmente voltado para o duelo em Santiago, diante do Colo Colo. Por isso, acho que seria um desperdício de forças e uma incompetência da nossa parte iniciar uma conversação com o Muricy antes disso. Vamos aguardar o jogo contra o Bragantino e, após isso, iremos sentar para conversar sobre ele. No Santos, as decisões são tomadas por um colegiado. Vamos ouvir todos os nossos pares e, se tomarmos a iniciativa de começar as negociações, o Marcelo Martelotte será avisado.

Muricy tem um currículo vitorioso: faturou quatro vezes o Campeonato Brasileiro – três vezes com o São Paulo, em 2006, 2007 e 2008, e uma com o Fluminense, em 2010. A equipe tricolor não vencia o torneio desde 1984, com Carlos Alberto Parreira.

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Antes do título nacional do ano passado, em julho, o treinador foi convidado pelo presidente da CBF, Ricardo Teixeira, para dirigir a seleção brasileira, mas recusou a proposta.

Naquela ocasião, Muricy disse que não poderia deixar o time carioca “na mão” e disse que não pediria demissão – fato raro na carreira do técnico.

No mesmo dia do “fico” de Muricy, a diretoria do clube e da patrocinadora, Unimed, anunciaram a reformulação do contrato do treinador.

Dilma rebate vaias e ex-presidente Lula as critica

Para acompanhar de perto a cerimônia de abertura e o jogo de estreia da Copa do Mundo no Brasil, a Presidente Dilma Rousseff esteve presente na Arena Corinthians. A governante foi vaiada e xingada pela torcida.

Ontem, a presidente se pronunciou em sua defesa, e disse que não se abaterá pelas agressões verbais que sofreu.

“Não vou me deixar perturbar, atemorizar, por xingamentos que não podem ser sequer escutados pelas crianças e famílias. Suportei agressões físicas quase insuportáveis e nada me tirou do meu rumo”, afirmou.

Dilma defendeu também aqueles que não a vaiaram, afirmando que esses representam a maioria da população brasileira e não os que gritaram contra ela.

“O povo brasileiro não age assim e não pensa assim. Sobretudo, o povo não sente da forma como esses xingamentos expressam. povo brasileiro é civilizado e extremamente generoso e educado. Podem contar que isso não me enfraquece. Podem contar”, completou.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou as vaias à presidente: “Eu vi uma parte da manifestação contra a presidenta Dilma e eu fiquei pensando que não é nem dinheiro nem escola nem títulos de doutor que dão educação para as pessoas. Educação se recebe dentro de casa. Eu nunca tive coragem de faltar com respeito a um presidente da República”.

“E não era nenhum pobre [vaiando Dilma]. Parece que comeram até demais, estudaram até demais, porque perderam a educação e o respeito”, disse Lula, que também afirmou que há muita coisa ainda a ser feita no país, imaginando que “as pessoas iam ficar felizes ao verem os pobres começarem a comer”. “Mas não, eles se incomodam. Eles preferiam um avião vazio, com meia dúzia de ricos”, concluiu o ex-presidente.