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A venda de videogames considerados ofensivos pode ser proibida no país, caso seja aprovado, no Congresso, um projeto de lei do senador Valdir Raupp (PMDB-RO). Ele pretende alterar a lei 7.716/89, que define os crimes resultantes do preconceito de raça, cor e religião. O projeto quer tipificar como crime as ações de "fabricar, importar, distribuir, ter em depósito ou comercializar jogos de videogames ofensivos aos costumes ou às tradições dos povos, bem como a seus cultos, credos, religiões ou símbolos". A pena seria de um a três anos de detenção. (Leia também: Um pouco de censura não faz mal a ninguém ) É verdade que o próprio senador admite não conhecer jogos específicos que se enquadrem nessa categoria. Mas o projeto foi aprovado semana passada na Comissão de Educação do Senado e agora vai para a Câmara. -- O problema é que o videogame descambou para uma liberalização geral - diz Raupp à DIGITAL. - A gente sabe que é difícil essa lei ser aplicada, mas é uma forma de inibir um pouco a clandestinidade e os jogos que atentam contra a conduta. O senador Valter Pereira, relator do projeto, diz o seguinte em sua análise: "Embora sejam classificados pelo Ministério da Justiça, alguns jogos de videogame desprezam, notadamente, o comportamento correto das crianças, ensinando palavrões. Em outros, os gays são mortos e as religiões, tais como o satanismo, budismo, hinduísmo, judaísmo e o cristianismo, são ofendidas. Sobre o cristianismo, vê-se em alguns jogos alguém bater em anjos, enquanto se escuta um coral católico. É comum um superbandido bater asas pelo inferno antes da batalha final, ou até derrotar Jesus e seus 12 apóstolos, embora tenham nomes engraçados". Tem tudo, pois, para virar um projeto polêmico, que lembra velhos debates em relação a jogos violentos. Quem definiria, por exemplo, qual jogo é ou não preconceituoso? Um jogo de vampiros, digamos, é ofensivo à religião cristã e a seus símbolos? (Leia também: " Jogos de guerra podem ser fonte de aprendizado ") |
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Publicado originalmente no Terra Tecnologia A punição severa contra quem compartilha arquivos ilegais na internet vai ser contraproducente na luta global contra a pirataria na web e da violação dos direitos de autor, disse o diretor geral de uma agência das Nações Unidas na quinta-feira. |
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Publicado originalmente no site do SciELO Brasil A Scientific Eletronic Library Online (SciELO) se consolida como a coleção mais importante de periódicos científicos dos países em desenvolvimento em sintonia com o movimento internacional de acesso aberto. Ao longo dos seus 11 anos de operação, a SciELO vem aperfeiçoando progressivamente as metodologias e tecnologias de publicação online acompanhando o estado da arte internacional. Assim, após longo processo de análise e consultas com especialistas, editores científicos e membros do Comitê Consultivo da coleção SciELO Brasil, o programa SciELO passa a adotar formalmente a licença Creative Commons (CC) com o tipo padrão mínimo "Atribuição - Uso Não-Comercial" (CC-BY-NC) para todos os seus conteúdos, com a possibilidade dos editores adotarem a licença BY de atribuição mais ampla.
A decisão já está implantada na coleção Brasil e deverá estender-se progressivamente para toda a Rede SciELO de coleções nacionais e temáticas de periódicos científicos em acesso aberto. O processo de formalização do gerenciamento da propriedade intelectual dos conteúdos das coleções SciELO e a adoção do Creative Commons foi implementado na SciELO Brasil a partir de setembro de 2009, e passa a informar explicitamente ao usuário final quais ações pode praticar com o conteúdo disponibilizado na coleção. |
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O Centro de Tecnologia e Sociedade (CTS) da FGV Direito Rio realiza o debate internacional Games, Mídia e Aprendizado Tangencial: entendendo o papel dos jogos na cultura e na educação, no próximo dia 07 de dezembro, 19h, na sede da FGV (Praia de Botafogo, 190 – 8º andar). O evento visa promover a disseminação do conhecimento e de pesquisas acadêmicas associadas à mídia dos jogos eletrônicos. Será abordado o conceito de aprendizado tangencial, segundo o qual os games podem estimular o aprendizado a partir do interesse despertado pela experiência de jogo – não precisando ser necessariamente educativos para trazer benefícios aos jogadores. Os palestrantes são James Portnow, game designer norte-americano, ex-Activision (game Call of Duty) e mestre pela Universidade Carnegie Mellon; Volker Grassmuck, pesquisador de mídias digitais da Universidade Humboldt de Berlim e organizador do evento Wizard of OS; Guilherme Xavier, game designer e diretor de arte e design da Donsoft (game Capoeira Legends); e Arthur Protasio, coordenador do projeto Game Studies do CTS/FGV. A entrada é franca e o evento é aberto a todos os interessados, oferecendo especial interesse a universitários, entusiastas, jogadores, pesquisadores e desenvolvedores de jogos eletrônicos; assim como profissionais das áreas de educação e novas mídias. Para mais informações acesse o site da FGV |
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A Cosac Naify acaba de inaugurar seu novo site e um novo blog. A editora promete divulgar no blog, trechos de livros inéditos, além de curiosidades sobre a escolha das capas e detalhes sobre os próximos lançamentos. O livro Flores, do escritor mexicano Mario Belletin, por exemplo, foi disponibilizado para download sob licença Creative Commons. A editora pretende criar uma biblioteca on-line na qual oferecerá periodicamente livros de seu catálogo, que poderão ser baixados na íntegra. |
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Por Mike Linksvayer O Prêmio Nobel de Economia 2009- foi concedido hoje a Elinor Ostrom- e Oliver Williamson- por suas pesquisas sobre governança econômica. A premiação de Ostrom é particularmente excitante, uma vez que cita o seu estudo sobre os "commons". "Commons"? Isso soa familiar! O trabalho pioneiro de Ostrom aborda, em sua maior parte, a governança de recursos de propriedade comum (common-pool resources - CPR-) - recursos que são competitivos (ou seja, escassos, que podem ser esgotados, ao contrário dos bens digitais) e ainda precisam ou devem ser tratados como commons - classicamente, coisas como um sistema de água e a atmosfera. Esse trabalho é mencionado por diversos estudiosos de commons não competitivos (ex. commons de conhecimento) como tendo lançado os alicerces para as suas áreas. Como exemplo, alguns trechos do recente livro de James Boyle, The Public Domain-, sendo o primeiro extraído dos Agradecimentos (página 6): O histórico trabalho de Carla Hesse, Martha Woodmansee e Mark Rose foi central para a minha análise, que também não teria existido sem o trabalho a respeito da governança dos commons, desenvolvido por Elinor Ostrom, Charlotte Hess e Carol Rose. |
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