-
Idiomas

-
Menu

-
Busca

-
Nuvem de Tags

-
ACTA
Axial
Bagagem
CELE
Cinema
Classificação indicativa
Creative Commons
CTS
Cultura Digital
Dilma Rousseff
Direitos autorais
Domínio Público
ECAD
EFF
Entrevista
Evento
Felipe Julian
filtragem
Hacia una Internet Libre de Censura
jogos eletrônicos
Kiko Dinucci
Licenciamento
Limitações e exceções
Marco Civil da Internet
meganao
Metá-Metá
MinC
Novos canais de distribuição
OMPI
PIPA
Pirataria
PNC
Política Internacional
Privacidade
Propriedade Intelectual
publicação
Reforma direitos autorais
RPG
SOPA
Wikileaks
-
Parceiros

-
Arquivo

Projeto
O projeto Cultura Livre vem sendo desenvolvido desde 2005 pelo Centro de Tecnologia e Sociedade da Escola de Direito da Fundação Getulio Vargas do Rio de Janeiro, com o apoio da Fundação Ford. O projeto visa a implementar ações que ajudem a repensar e reestruturar três elementos a partir da perspectiva do desenvolvimento: Propriedade Intelectual, Mídia e Produção Cultural.
Em um contexto de sociedade da informação, o acesso ao conhecimento é um dos mais importantes promotores do desenvolvimento. No plano internacional, a aprovação da “Agenda do Desenvolvimento” no âmbito da Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI), aponta nessa direção. O documento afirma que a proteção da propriedade intelectual não deve ser considerada um fim em si, mas uma ferramenta para promover o desenvolvimento.
Explicitar a relação entre propriedade intelectual e desenvolvimento é um dos principais objetivos do projeto. Isso se faz extremamente necessário diante do atual panorama do regime internacional de propriedade intelectual, em que novas normas internacionais exigem que os países aumentem o nível e a extensão territorial dos direitos de propriedade intelectual. Esta tendência tem impactos sobre a capacidade de desenvolvimento, já que os países se tornam menos livres para apoiar o uso de plataformas abertas para a aprendizagem, a inovação, o compartilhamento e a produção de conteúdo.
Um segundo objetivo do projeto é o de investigar a co-relação entre mídias tradicionais e emergentes. Em muitos países a mídia tradicional tem sido colocada em xeque, graças à difusão das tecnologias digitais e a formas inovadoras de comunicação, como a produção colaborativa de conteúdo e o “jornalismo cidadão”. Essas formas de produzir conteúdo são muito importantes para democracia e empoderamento dos cidadãos e para a construção de uma cultura de participação aberta a todas as classes sociais.
Finalmente, um último objetivo do projeto é entender como as periferias globais vêm se apropriando da tecnologia para criar as suas próprias expressões culturais. Visa-se a investigar os desafios enfrentados por essas indústrias emergentes, promovendo a sua visibilidade e, acima de tudo, demonstrando que numerosas lições podem ser aprendidas com a produção de cultura periférica, ajudando a estabelecer práticas inovadoras para mídias antigas e novas. A produção cultural periférica pode ainda ajudar a repensar o conceito de propriedade intelectual a partir da perspectiva do “Sul”, de modo a incentivar o desenvolvimento e do acesso ao conhecimento.
Atualmente o projeto é coordenado por Marília Maciel (marilia.maciel@fgv.br)





