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Contribuição do CTS/FGV à consulta pública para reforma da lei de direitos autorais
O Centro de Tecnologia e Sociedade (CTS/FGV) enviou a sua contribuição preliminar à consulta pública para reforma da lei de direitos autorais. A iniciativa partiu do Ministério da Cultura, que, desde 2007, vem debatendo uma proposta de modernização da lei que possa equilibrar a proteção conferida a artistas e criadores com o acesso da sociedade à cultura e ao conhecimento. O prazo para envio de comentários e sugestões à minuta do anteprojeto de lei terminou ontem.
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Seminário internacional sobre proteção de dados pessoais no Rio de Janeiro

Será realizado nos dias 11 e 12 de agosto, no Rio de Janeiro, o seminário internacional “Desafios e Perspectivas para a Proteção de Dados Pessoais no Brasil”. O evento é uma iniciativa conjunta entre o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), órgão ligado ao Ministério da Justiça, e a Faculdade de Direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), com o apoio dos Ministérios da Ciência e Tecnologia e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), sob a coordenação científica de Gustavo Tepedino e Ricardo Morishita Wada.

Durante o evento, especialistas do Brasil e do exterior discutirão temas relativos a políticas públicas para a proteção de dados pessoais e privacidade. Os temas previstos para os painéis são: A experiência internacional da proteção de dados pessoais; Perspectivas para a proteção de dados pessoais no Brasil; Proteção de dados pessoais nas relações de consumo; e A proteção de dados como ferramenta de desenvolvimento econômico e social.

Um dos principais objetivos do seminário é discutir a necessidade de um marco legal para a proteção de dados pessoais no Brasil. Inúmeros países já possuem regras nesse sentido e o Brasil ainda não possui lei que regule o tema.

O evento acontece no hotel Windsor Miramar, localizado na Avenida Atlântica, n. 3668, Copacabana, no Rio de Janeiro. Serão disponibilizadas 100 vagas para integrantes do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor, sociedade civil, academia e demais órgãos públicos.

As inscrições são gratuitas e o número de vagas é limitado.

A ficha de inscrições está disponível para download (endereço alternativohttp://bit.ly/doiwB6 ) e, após preenchida, deve ser enviada para o email:  Este endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo .

Consulte o programa do Seminário.

 
Estudo do Overmundo e do CTS/FGV colocam os números sobre a pirataria na berlinda
Leonardo Lichote (publicado no jornal O Globo)
 
Por ano, a pirataria movimenta US$ 522 bilhões no mundo, causando uma perda no Brasil de R$ 30 bilhões em impostos, além de evitar a geração de dois milhões de empregos. Os números (repetidos há anos por órgãos governamentais, imprensa e representantes da indústria) impressionam.

Mais ainda quando se sabe que não há ninguém que consiga identificar com precisão como se chegou a eles - como mostra a pesquisa "Custos e benefícios do combate à pirataria no Brasil", que o Instituto Overmundo produz há dois anos, em parceria com o Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

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O pagamento como uma alternativa ao download não autorizado de obras protegidas?

A possibilidade de pagar um valor fixo aos provedores de Internet para baixar músicas na rede está sendo considerada em diversos países, como uma alternativa ao modelo three strikes.  No Brasil, a discussão também tem sido levantada nos debates sobre a reforma da lei de direitos autorais.

 

A lei three strikes francesa contra a pirataria não trouxe qualquer penalidade

 

Publicado no New York Times

PARIS - Na final da Copa do Mundo entre Espanha e Países Baixos, o árbitro Howard Webb, entregou um recorde de 14 cartões amarelos. No entanto, o jogo continuou difícil, pois os jogadores aparentemente concluíram que o Sr. Webb latia, mas não mordia.

Há algo similar acontecendo com a luta do governo francês contra a pirataria digital de músicas, filmes e outros conteúdos de mídia?

quase três anos, o presidente Nicolas Sarkozy propôs o a mais dura lei do mundo, em repressão ao compartilhamento ilegal de arquivos. Depois de dois anos de derrotas políticas, judiciais e regulatórias, a legislação foi aprovada em setembro passado, autorizando a suspensão do acesso à Internet aos piratas que ignorem dois avisos para parar. No início deste ano, o governo criou uma agência para aplicar a lei.

Desde então, nem um único aviso foi enviado, nenhuma conexão de banda larga foi cortada. Em uma entrevista coletiva em junho, o presidente da agência, Marie-Françoise Marais, disse que estava "tecnicamente e legalmente" pronto a agir. Os primeiros avisos deveriam ser enviados "em breve", acrescentou. Mas ela não precisou uma data, e reportagens têm mostrado crescente preocupação com a legislação. Até mesmo alguns legisladores do partido de Sarkozy têm dúvidas.

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Seminário em São Paulo discute a reforma da lei de direitos autorais

O Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) e a Rede pela Reforma da Lei de Direitos Autorais (www.reformadireitoautoral.org.br), com apoio do Ministério da Cultura, promovem no próximo dia 19 de julho no Tucarena, em São Paulo, o seminário “Direitos Autorais: um debate com toda a sociedade”

O objetivo do seminário é discutir de forma ampla e exaustiva a proposta de revisão da lei de direitos autorais (Lei 9.610/98 - LDA) e sua relação com áreas como a defesa do consumidor, a cultura digital, a proteção do autor, o acesso ao conhecimento e a produção e circulação de bens culturais. O debate é importante especialmente nesse momento em que está aberta a consulta pública do anteprojeto de lei, proposto pelo MinC, que revisa a LDA e que se submete a contribuições até o dia 28 de julho.

A Rede pela Reforma da LDA é composta por mais de 20 organizações da sociedade civil, entre as quais o Idec, que entendem que a consulta pública para a reforma da lei é essencial para que toda a população possa opinar sobre esse tema tão importante para a compreensão da cadeia e consumo da cultura. Além disso, acreditam que é necessário criar uma lei mais flexível, que permita usos educacionais, científicos e pedagógicos, e que seja mais compatível com os avanços tecnológicos e as possibilidades digitais.


O professor Carlos Affonso participará do evento representando o Centro de Tecnologia e Socieade da FGV Direito Rio. 

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Lawrence Lessig responde a ASCAP e desafia o presidente da organização para um debate

Ataque da ASCAP ao Creative em Commons

Por Lawrence Lessig*

Publicado no Huffington Post

A Sociedade Americana de Compositores, Autores e Editores (ASCAP, na sigla em ingês) lançou uma campanha para levantar fundos de seus membros para contratar lobistas para protegê-los contra os perigos do “Copyleft”. Grupos como o Creative Commons, Public Knowledge e Eletronic Frontier Foundation (EFF) estão se “mobilizando”, segundo descreve a ASCAP em carta a seus membros, “para promover o ‘Copyleft’ a fim de minar o nosso ‘Copyright’”. “Nossos oponentes estão influenciando o Congresso contra os interesses dos criadores de música”, alerta a ASCAP. Aliás, como a carta ameaçadoramente prevê, essa é o “maior desafio já enfrentado” pela ASCAP. (Historiadores da BMI podem ficar um pouco surpresos a respeito deste pedido em particular).

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US could learn from Brazilian penalty for hindering fair use

Publicado no Ars technica

Brazil has proposed a broad update to its copyright law (Portuguese) and it contains a surprising idea: penalize anyone who "hinders or impedes" fair use rights or obstructs the use of work that has already fallen into the public domain.

A huge win for consumers? Sure, but it gets better. A moment's thought reminds us that most DRM schemes will eventually run afoul the above provisions, since they apply in perpetuity. That DRMed music file will still be DRMed even after the song has fallen into the public domain. So Brazil wants to ensure that DRM "has time-limited effects that correspond to the period of the economic rights over the work, performance, phonogram or broadcast." Once copyright has expired, DRM should, too.

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